Servidores da rede estadual de ensino começam paralização
sex, 9 de março de 2018 05:09Da Redação
Em Araguari, até o momento, poucos profissionais aderiram à paralisação
Os servidores da rede estadual de ensino anunciaram greve nessa quinta-feira, 8. Dentre as reivindicações da classe, está o pagamento do piso salarial, o fim do parcelamento dos salários e do 13º e um atendimento de qualidade pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipsemg). Em Araguari, até o momento, poucos profissionais aderiram à paralisação.

Servidores buscam o cumprimento de acordos por parte do Governo de Minas Gerais
De acordo com José Luís da Costa, coordenador da sede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) em Araguari, um dos principais objetivos da paralisação é fazer com que o Governo de Minas Gerais cumpra os acordos assinados. “O governo assinou um acordo com a expectativa de que, em outubro desse ano, estaríamos recebendo o piso nacional dos professores”.
O coordenador comenta que o acordo constava no pagamento de parcelas de 2016 a 2018, no valor de R$ 190 por cargo, além do aumento do vencimento básico. “Nós não recebemos três parcelas do ano de 2016, referentes aos meses de janeiro a março, não recebemos nenhuma do ano de 2017 e também não houve nenhum pagamento referente a 2018”.
Segundo o coordenador, o piso nacional dos professores é de aproximadamente R$ 2.500 e, atualmente, há uma defasagem de cerca de R$ 600. A categoria se reuniu em Conselho Geral durante a manhã dessa quinta-feira e promoveu uma assembleia estadual em Belo Horizonte durante a tarde, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para definir se haverá continuidade da greve. “O Governo fez uma proposta para o pagamento das três parcelas referentes ao ano de 2016 em cinco vezes. O sindicato reuniu novamente a classe e estamos aguardando o posicionamento, mas acredito que a proposta será recusada”.
O SindUTE-MG informou que oito carreiras entraram em greve, dentre professores, diretores, supervisores e cantineiras. Em Araguari, a adesão ao movimento foi inferior ao esperado. “Nós marcamos uma assembleia geral e não tivemos o comparecimento da categoria. Passamos uma lista em todas as 18 escolas estaduais, convidando os professores a participarem do movimento e tivemos pouca adesão”, comenta o coordenador da sede local.
O coordenador ressalta que a adesão de todos é essencial para alcançar os objetivos da paralisação. “Os servidores estão cientes da importância do movimento, então, devem se conscientizar de que, caso não façam nada para mudar a situação, continuaremos da mesma forma. Não adianta apenas uma escola ou alguns profissionais aderirem. Precisamos de uma adesão total”.
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) afirmou, em nota, que foi notificada oficialmente pelo SindUTE sobre paralisação. Em relação às reivindicações da classe, a pasta informou que o Estado está empenhado em cumprir os acordos assinados com a categoria.
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