Presidente do Conselho Municipal de Saúde pede auxílio dos vereadores
qui, 1 de fevereiro de 2018 05:30Da Redação
Segundo ele, parceria com os edis é fundamental para a fiscalização do setor na cidade
O presidente do Conselho Municipal de Saúde – CMS – Eduardo Tadeu de Paula esteve no plenário da Câmara Municipal na última terça-feira, 30 de janeiro, para responder questionamentos dos edis sobre o setor. Hoje o conselho conta com 40 membros, sendo 20 titulares e 20 suplentes. Na oportunidade o presidente expôs a preocupação com diversos pontos da secretaria de Saúde e pediu auxílio dos vereadores na fiscalização. “Nós somos dois órgãos que fiscalizamos, então acho muito importante essa parceria. Vamos tentar agora de toda forma estreitar esse laço porque precisamos de vocês do nosso lado”, coloca.

Presidente do Conselho esclarece dúvidas dos vereadores em relação à Saúde
Segundo ele, no início do ano foi enviado um ofício à Câmara com o cronograma do conselho. “Estendo mais uma vez o convite para que a Câmara encaminhe um representante a todas as nossas reuniões para participar com a gente e ver o que acontece lá”, coloca. O vereador Dhiosney de Andrade (PTC) colocou-se à disposição do CMS. “Gostaria de saber as datas de reunião para que, dentro dos meus horários, eu possa participar das reuniões”, disse o edil.
Aprovação de contas
Na oportunidade o vereador Paulo Sérgio de Oliveira do Vale (PV) apresentou diversos questionamentos ao presidente do conselho. O primeiro deles foi sobre a aprovação das contas da secretaria de Saúde. Segundo o presidente do CMS, os relatórios estão sendo entregues com atraso. “Agora que estão começando a regularizar, como promessa do pessoal da controladoria. O segundo e o terceiro quadrimestre de 2017 aprovamos em janeiro de 2018. Falta o quarto quadrimestre e o primeiro deste ano”, afirma.
Conforme o presidente, o atraso é justificado. “Existe uma justificativa que a secretaria de Saúde depende do fechamento da planilha do governo do estado para poder lançar na planilha do município, então às vezes, atrasa um pouco por conta disso”, relata. “Outra justificativa é a mudança de governo. Com a saída e entrada de novos cargos de confiança, demora um pouco para que os servidores se adaptem ao trâmite”, acrescenta. Caso os relatórios não sejam entregues, o município pode sofrer penalidades como não receber recursos estaduais e federais para a saúde.
Secretário de Saúde
O vereador do PV questionou o presidente do conselho sobre o representante da secretaria de Saúde. Eduardo Tadeu de Paula mostrou preocupações a respeito. “Desde o início do mandato cobramos isso. Porque foi indicado um secretário sem uma equipe, somente ele. Se você não tiver uma equipe técnica dentro da secretaria ela não anda”, afirma em plenário. “Essa equipe técnica precisa ter conhecimento, caso contrário, não funciona. É preciso evitar ao máximo colocar pessoas que não conheçam da área de saúde porque é muito melindroso”, acrescenta.
Encerramento de contrato com a Sal da Terra
Outro ponto levantado pelo edil do PV foi a questão do encerramento do contrato da Unidade de Pronto Atendimento – UPA – com a Sal da Terra. O presidente do conselho disse em sua fala no plenário não ter recebido comunicação oficial sobre o fato. “Ouvi boatos de que a Sal da Terra está saindo, mas não chegou nada oficial para o conselho. A partir do encerramento do contrato, a Sal da Terra tem que ficar seis meses até que se faça uma nova contratação ou até que o município resolva assumir a administração da UPA”, coloca.
Qualidade de atendimento na UPA
Segundo o presidente do Conselho, a qualidade do atendimento na Upa é comprometida devido a questões culturais da cidade. “Infelizmente nós temos um problema em Araguari. Nós temos uma cultura na comunidade: adoece, passa mal, dá uma dor de cabeça vai para a UPA. Por isso existe essa lotação”, afirma. Segundo ele, essas questões deveriam ser resolvidas nas Unidades Básicas de Saúde – UBS. ” Na legislação, atendimentos na cor verde, segundo o protocolo de Manchester, são coisas leves e devem ser atendidas na UBS.
Inicialmente a UPA estava programada para atender 6 mil pessoas/mês, mas chega a ter mais de 10 mil atendimentos mensais. “A partir do momento em que a Atenção Primária funcionar, será resolvido o problema da UPA, mas enquanto isso não acontecer, vai continuar assim”, disse.
UBS Goiás parte alta e CAPS AD
Os vereadores Leonardo Rodrigues da Silva Neto (PP) e Dhiosney de Andrade (PTC) questionaram o presidente do conselho sobre as mudanças de prédio do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas – CAPS AD – e da Unidade Básica de Saúde do Goiás parte alta. Segundo Eduardo de Paula, o prédio que abrigada o CAPS AD foi interditado pela Vigilância Sanitária. Como há um recurso para a construção de prédio próprio, o CAPS AD não poderia ficar parado. “Se o CAPS ficasse fechado o município perderia essa verba. Então tiveram que encontrar um lugar para o funcionamento do CAPS”, coloca o presidente do conselho. Segundo ele, a UBS do Goiás parte alta segue desativada até que seja alugada uma casa para abriga-la.
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