Justiças do Trabalho e Eleitoral de Araguari aderem à greve nacional
sex, 26 de junho de 2015 08:05por Stella Vieira
Órgãos estão realizando apenas serviços de urgência
As justiças do Trabalho e Eleitoral aderiram essa semana ao movimento nacional grevista da Justiça Federal. O objetivo dos servidores é a aprovação do Projeto de Lei 28/2015, que prevê a reposição salarial, fato que não ocorre desde o ano de 2006.

Servidores da Justiça do Trabalho realizam movimento em Araguari
De acordo com Maria da Glória Botelho, servidora da 1ª Vara de Trabalho de Araguari, a Justiça do Trabalho aderiu ao movimento grevista nessa terça-feira, 23. “Desde o ano de 2006 estamos sem a recomposição salarial, assistindo a inflação corroer nosso poder de compra e vendo o sucateamento do Poder Judiciário. Temos travado uma luta muito grande em todo o Brasil”.
A servidora ressalta que o objetivo não é o reajuste e nem o aumento salarial. “Temos sido desvalorizados, pois não há um plano de carreira e nem a reposição da inflação anual, então, a greve é nossa última arma para alcançar esse objetivo. O Judiciário possui mão-de-obra altamente especializada. A exigência para os técnicos é de nível médio, mas muitos possuem mestrado e doutorado. São pessoas que investem na carreira, pensando em prestar um bom serviço à sociedade, mas para isso precisamos de uma boa estrutura, além de merecermos uma vida digna”.
A Justiça do Trabalho possui um quadro de 25 servidores, incluindo oficiais de justiça. “Estamos atendendo apenas serviços de urgência, como expedição de alvará, entrega de guias, cumprimento de acordos, dentre outros serviços essenciais, para evitar prejuízos aos jurisdicionados”.
Maria Botelho pede a compreensão dos araguarinos. “Contamos com o apoio da sociedade e pedimos desculpas pelos transtornos. Sabemos que a greve causa contratempos, mas são quase dez anos de perda salarial. Queremos oferecer um atendimento digno a todos àqueles que procuram a Justiça”.
Justiça Eleitoral
O chefe da 16ª Zona Eleitoral, Fernando Guetti, comenta que o órgão esteve paralisado nos dias 17 e 18, mas entrou em greve por tempo indeterminado a partir dessa quarta-feira, 24. “Estamos apenas com atendimento de protocolo de urgência, respeitando o mínimo de 30% exigido pelo Tribunal”.
Fernando Guetti comenta que esteve em Uberlândia, nessa quinta-feira, 25, apoiando o comando de greve. “Somos quatro servidores efetivos no Tribunal. Participamos aqui no município de um ato de duas horas e nessa sexta-feira estaremos na Justiça Federal. Todos os serviços aqui estão suspensos. Pedimos a compreensão e apoio da população, pois esse é um movimento legítimo. Não estamos pedindo nada exorbitante, mas sim a recomposição dos salários”.
Os representantes araguarinos das justiças estarão em Brasília, no dia 30, para participar do movimento nacional. Maria Botelho comenta que, desde 2009, a justiça tem lutado pela implementação do projeto. “Temos sido ignorados pelo governo, que até o momento não apresentou nenhuma proposta, mas continuaremos lutando”.
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