Diretores de escolas expõem ao Ministério Público as dificuldades enfrentadas com menores infratores
qui, 22 de maio de 2014 02:36
Encontro no Ministério Público reuniu vereadores, diretores e representantes de alguns segmentos da sociedade. Foto: Gazeta do Triângulo
MEL SOARES – “Não podemos cruzar os braços para os problemas enfrentados dentro e fora do contexto escolar”. Foi a partir desta conscientização que a diretora da Escola Estadual São Judas Tadeu Lucineide Aparecida de Oliveira juntamente com outros diretores, iniciou a luta em prol da transformação na vida dos menores infratores, matriculados em escolas estaduais.
Com esta aliança, a equipe vem sensibilizando segmentos sócio-políticos para a mudança de atitudes destes jovens, inseridos de segunda a sexta- feira no contexto da rede estadual de ensino.
Para iniciar a caminhada na busca por parcerias, diversas reuniões foram promovidas nos últimos meses com o apoio de representantes do Legislativo. Além do Ministério Público, secretaria municipal Antidrogas, polícias Militar e Civil, Conselho Tutelar, OAB e representantes religiosos são os principais segmentos para melhorar o comportamento destes menores.
A reunião marcada com o Ministério Público aconteceu na manhã desta quarta-feira, 21, e foi presidida por Larissa Brisola Brito Prado, promotora da Curadoria da Infância e Juventude que ouviu todas as reivindicações e confirmou a necessidade do MP ser mais efetivo para mudança de comportamento destes jovens. Durante o pronunciamento, a promotora de Justiça alertou sobre os aspectos morosos, e se manteve bastante solícita quanto às reivindicações.
“Os problemas protagonizados por menores infratores foram expostos, principalmente no que diz respeito aos direitos. Os jovens têm o direito de estar matriculados. Conforme o MP, somos obrigados a receber este menor. A imposição nos é dada, no entanto, ele não oferece nenhum apoio. Por isso, estamos em busca de assistência aos menores, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente”, explicou a diretora Lucineide.
Em entrevista ao Jornal Gazeta do Triângulo, a diretora enfatizou que a situação é vivenciada não apenas pela negligência do MP como de outros segmentos, que seriam de extrema importância nas escolas.
“Infelizmente sozinhos não chegaremos a lugar nenhum. Sabemos que o resultado é a longo prazo, mas nem por isso iremos desistir”, destacou.
Próximos passos
Uma audiência pública acontece hoje, às 16h, na CDL, e contará com a participação de representantes de vários segmentos, que são essenciais para diminuir a violência praticada por menores, bem como, o uso de entorpecentes. O intuito é promover um protocolo de intenções conforme a responsabilidade de cada setor e iniciar um trabalho verdadeiramente efetivo.
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