CEAPA Araguari encerra 2018 com a execução do sétimo Projeto em Alternativas Penais sobre a Lei Maria da Penha
qui, 20 de dezembro de 2018 05:12Da Redação
A Lei Maria da Penha completou 12 anos de promulgação, e a CEAPA Araguari encerra 2018 destacando seu sétimo Projeto de Execução em Alternativas Penais – PEAP, para tratar questões relacionadas à violência do gênero.
O Programa CEAPA compreende que os processos que geram a violência contra a mulher estão relacionados a determinados contextos e comportamentos dos quais se destacam o machismo, o sentimento de posse e a desvalorização do gênero.

Equipe da CEAPA realiza importante trabalho em Araguari
** Divulgação
Os projetos são desenvolvidos no espaço da Unidade de Prevenção à Criminalidade pela equipe técnica composta pela Gestora Social Elaine Alves Barbosa, pelas Analistas Sociais Bruna Melo Vitorino (Serviço Social) e Graciele Xavier (Direito) e pelo Estagiário do Direito Luiz Carlos Júnior, contando ainda com o apoio da rede parceira do município para tratar de alguns temas específicos, como saúde do homem, Relação do Álcool e outras drogas com a violência doméstica, Estatuto da Criança e do Adolescente e fortalecimento da confiança e autoestima após passar por um processo judicial.
A equipe técnica realiza intervenções no sentido de estimular a troca de experiências entre os cumpridores, quando compartilham crenças, sentimentos e ideias sobre as situações cotidianas que desencadearam processos violentos.
Outra proposta do programa consiste em levá-los à reflexão sobre suas ações passadas com o objetivo de fomentar a autocrítica e ampliar o repertório de respostas frente a situações de conflito que se apresentam.
Fazendo um breve recuo histórico sobre a implantação da CEAPA no município de Araguari, o programa iniciou suas atividades no dia 5 de fevereiro de 2014, oferecendo alternativas ao encarceramento através das modalidades Prestação de Serviço à Comunidade (PSC) e Projetos de Execução em Alternativas Penais (PEAP’s).
A equipe CEAPA comemora o índice de cumprimento integral e a elevada frequência ao grupo, pois, é possível verificar que, nos quatro projetos executados nesse ano os índices variaram entre 71,4 – 84%, o que é considerado extremamente positivo, dadas as circunstâncias pessoais que perpassam o cumprimento.
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Uma boa alternativa é todo mundo ficar sozinho. Porque depois que se tem a má sorte de envolver com uma pessoa violenta para livrar dela não é nada fácil. Tem homem que chega a viajar quilômetros para matar uma mulher que foi embora para fugir dele. Tem umas que não dá nem tempo de ir embora. Tem que ter é prisão perpétua para os inconformados, porque senão eles saem e a primeira coisa que fazem é procurar a mulher para matar. Esse negócio de medida protetiva é totalmente falha e o homem não está nem aí para isso. Mas aqui neste país tem que passar a mão na cabeça dos agressores. E tem que ter uma casa secreta para abrigar estas mulheres.