Uso do cerol nas pipas e papagaios é motivo de preocupação da população e do Corpo de Bombeiros
qua, 24 de julho de 2024 13:30Da Redação
O período de estiagem, caracterizado pela baixa umidade e menor incidência de chuvas, cria condições ideais para soltar pipas devido a alguns fatores específicos. Em primeiro lugar, a ausência de chuvas reduz o risco de as pipas ficarem encharcadas ou de que os fios condutores de eletricidade possam causar curtos-circuitos em condições úmidas. Além disso, os ventos frequentes durante a estiagem oferecem condições ideais para o voo das pipas, permitindo que elas alcancem alturas maiores e permaneçam no ar por mais tempo. Por fim, a vegetação mais seca também diminui o risco de as pipas ficarem presas em árvores ou arbustos durante o voo, facilitando sua manipulação e proporcionando uma experiência mais agradável aos praticantes.
Sabendo disso, a 2ª Companhia de Bombeiros Militar alerta a população sobre os riscos associados a essa prática, especialmente quando envolve o uso do cerol, uma mistura de cola com vidro moído que é aplicada em linhas de papagaios e ou pipas, fazendo com que a linha de um papagaio corte a linha do papagaio oponente.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o uso de cerol nas pipas apresenta vários riscos, são eles: Riscos para pessoas – o cerol pode causar cortes profundos e graves em pedestres, motociclistas e ciclistas, muitas vezes resultando em ferimentos sérios ou até fatais. Riscos para a rede elétrica – linhas de pipa com cerol podem entrar em contato com cabos de energia elétrica, causando curtos-circuitos e interrupções no fornecimento de energia. Riscos para os animais – animais domésticos e silvestres também podem ser feridos por linhas de pipa com cerol.
De acordo com a CEMIG, apenas em junho deste ano, 144 mil clientes tiveram os serviços interrompidos em função de ocorrências na rede elétrica relacionadas a pipas. O número revela um aumento de quase 92% em relação ao último levantamento da companhia, quando foi informado que mais de 150 mil consumidores haviam tido o fornecimento de energia prejudicado, entre janeiro e maio de 2024. Somando os números, somente no primeiro semestre deste ano, 300 mil consumidores foram afetados pela brincadeira, por conta de 1.070 ocorrências.
Somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), houve um acréscimo de mais de 100 mil clientes
sem energia elétrica em função das ocorrências em junho. Ao todo, foram mais de 181 mil consumidores afetados por pipas em 503 ocorrências.
Ressalta-se que, o uso de cerol é considerado crime, sendo classificado como um ato ilegal que coloca em risco a segurança de outras pessoas. A pena para quem for pego utilizando cerol pode variar, incluindo multas e até prisão, dependendo da gravidade do incidente e das leis locais.
Para garantir que a diversão não se transforme em tragédia, o Corpo de Bombeiros Militar faz as seguintes recomendações: Utilize linhas sem cerol – evite o uso de qualquer tipo de substância cortante na linha da pipa. Prefira linhas de algodão ou outras que não ofereçam risco. Solte pipas em locais abertos – procure áreas como parques, campos de futebol ou terrenos abertos, longe de fios elétricos e vias movimentadas. Supervisão de adultos – crianças e adolescentes devem ser sempre supervisionados por um adulto ao soltar pipas. Atenção ao clima – evite soltar pipas em dias de ventania excessiva ou tempestades, pois aumenta o risco de acidentes. Desembaraçamento seguro – caso a linha fique presa em fios elétricos, nunca tente retirá-la. Entre em contato com a concessionária de energia para resolver o problema com segurança.
“Soltar pipas pode ser uma atividade recreativa, divertida e saudável, desde que praticada com responsabilidade. O Corpo de Bombeiros Militar reforça seu compromisso com a segurança da comunidade e pede a colaboração de todos para seguir essas orientações. Juntos, podemos
garantir que as férias sejam um período de alegria e segurança para todos”, destacou a 2ª Companhia de Bombeiros Militar.
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