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Universitários podem ter prejuízos devido à falta de pagamento da prefeitura a AUTI

sáb, 23 de setembro de 2017 05:40

Da Redação

Neste ano, cada aluno associado a AUTI (Associação dos Universitários do Triângulo) que utiliza os ônibus da Reis e Tur, paga valor aproximado de 250 reais mensais. Conforme cláusula contratual o valor pode ser estendido para 500 reais mediante ao não pagamento da subvenção restante referente a gestão municipal anterior.

 

No dia 31 de agosto, a entidade manteve contato com a prefeitura e se reunirá novamente neste sábado, 23, às 14h, na CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas). O encontro foi marcado pelo representante da empresa de ônibus, Weder dos Reis e França, que convidou todos os alunos para participarem assim como o Procon (Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor) e o Ministério Público.

Presidente da AUTI, Pablo Ferreira Junior e Weder dos Reis e França, proprietário da Reis e Tur

Presidente da AUTI, Pablo Ferreira Junior e Weder dos Reis e França, proprietário da Reis e Tur

 

O intuito do empresário é informar os estudantes sobre a possibilidade de terem que arcar com as despesas que não foram quitadas pela prefeitura. “Caso não seja repassada a verba os alunos terão que pagar 250 reais a mais em novembro e o mesmo valor em dezembro. Lembrando que será possível o pagamento parcelado por meio de cartão de crédito”, argumentou.

Para viabilizar a ajuda de custo referente a este ano, a entidade lida com as dificuldades impostas pela nova legislação quanto a celebração de convênios. Uma das orientações do Ministério Público à prefeitura é de que os próximos subsídios a AUTI contemplem apenas os alunos que comprovem baixa renda.

“Cada aluno consegue desconto de 500 reais por ano nas mensalidades. Com essa nova lei, o benefício será restrito. Apesar disso, a expectativa é de que a bolsa a estes alunos seja integral”.

Mais de 800 estudantes são associados a AUTI. Em torno de 20 deles fazem o trajeto Araguari-Catalão (GO) através da empresa JW Aguiar.

Transtorno atual

A reportagem entrou em contato com Alírio Gama Filho, Superintendente de Controladoria, mas ele afirmou que precisa avaliar os processos antes de falar sobre o assunto. Conforme entrevista do presidente da associação de estudantes, um dos problemas que pode ser impedimento para que a prefeitura quite o repasse em atraso é um processo relativo a prestação de contas feita na gestão da AUTI em 2015. Recurso público de aproximadamente 20 mil reais foi utilizado indevidamente.

“Eram 90 bolsistas, totalizando recurso de R$ 43 mil, mas apenas 45 alunos conquistaram o benefício. O restante do dinheiro foi encaminhado a empresa responsável pelo transporte na época. Estamos viabilizando ações para tentar recuperar esse valor que teve esse destino por dificuldades quanto a questões jurídicas daqueles que eram responsáveis pela associação”, disse o atual representante da entidade.

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