Sindicato organiza assembleia que pode decidir por greve na rede estadual de ensino
sex, 17 de janeiro de 2020 05:07Da Redação
Educadores de todo o Estado se mobilizam para participar da assembleia estadual, prevista para o dia 5 de fevereiro no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte. O encontro será a partir das 14h. Diante disso, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG) convoca toda a categoria, Superintendências Regionais de Ensino (SER’s) e órgão central.

Profissionais ressaltam que a Educação está sendo desrespeitada pelo governo do Estado
Na oportunidade, acontecerá uma paralisação total das atividades e os profissionais discutirão uma possível greve geral, a fim de cobrar uma posição do Estado sobre o pagamento do Piso Salarial da categoria, reconhecido na Constituição Federal, em Lei Federal e na Lei Estadual 22.062/2016, além do 13º salário dos servidores referente à 2019 que está em atraso.
A assembleia aconteceria apenas no dia 19, mas diante do pronunciamento do governador Romeu Zema (Novo) sobre a falta de recursos e previsão para efetuar o pagamento do abono, além do cancelamento de reuniões com o Sindicato, foi decidido pela antecipação da data de encontro dos profissionais. “Devido ao anúncio do governador, que pede a paciência da categoria para o pagamento do 13º, não apresenta nenhuma proposta de cumprimento da Lei do Piso e cancela a reunião com o Sindicato agendada para o dia 23 de janeiro, o Sind-UTE/MG decidiu antecipar a assembleia estadual e convoca a todos para participarem,” informou a direção Sind-UTE em nota.
Em Araguari, a direção da subsede informou que está aguardando posicionamento e orientações que serão em breve repassadas aos dezenove colégios estaduais. “A diretoria do sindicato irá participar da assembleia para representar Araguari. Os demais servidores que quiserem ir para Belo Horizonte, podem nos procurar e confirmar sua participação e apoio,” afirmou José Luís da Costa, coordenador da subsede Araguari.
Segundo ressaltou, esta paralisação não envolverá os alunos, uma vez que as aulas retornarão apenas no dia 10 de fevereiro, entretanto, ele fez um alerta à população. “Mesmo que a paralisação não prejudique as aulas é importante que os pais e responsáveis saibam que estudantes e professores estão sendo prejudicados pelas decisões do governo do Estado, levando em consideração que o ano letivo se aproxima e nenhum aluno de Minas Gerais sabe onde irá estudar, pois, a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) adiou novamente a divulgação das listas e, sem as matrículas que teriam início na última quarta-feira, 15, os professore não sabem se irão conseguir trabalho, porque não há turmas formadas e a designação ainda não aconteceu.”
O novo modelo de pré-matrículas online foi implantado por meio da Resolução 4.231/2019. Conforme apurou a reportagem, ainda não há previsão de quando será divulgada a lista contendo os nomes dos alunos inscritos. Os profissionais alegam também que a medida não é vista com bons olhos, uma vez que, ao longo das reuniões de negociação com a Secretaria, no segundo semestre de 2019, o Sindicato reafirmou que essa perspectiva adotada em nada inova o processo de matrícula e representa uma exclusão da população mais pobre. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio (PNAD), 6,5 milhões de pessoas não acessavam a internet em Minas Gerais.
Para tratar deste e outros impasses enfrentados pelos profissionais no Triângulo Mineiro, será realizada uma assembleia em Uberlândia, no dia 25. “Na oportunidade iremos discutir principalmente a organização regional e os problemas que temos enfrentado, além de discutir possíveis soluções que serão levadas para a assembleia estadual. Todos estão convidados a participar conosco.”
Na tarde desta quinta-feira, 16, representantes do Sind-UTE/MG também estiveram reunidos com as Secretarias de Estado de Educação (SEE/MG) e de Planejamento e Gestão (Seplag), para debater sobre o processo de designação dos profissionais que está em curso nesse mês de janeiro. A atividade aconteceu na Cidade Administrativa e, até o fechamento desta edição a reunião não havia sido concluída.
Na oportunidade, o Sindicato ressaltou que as reivindicações da categoria visam cobrar do governo que a contratação para o ano letivo de 2020 aconteça com celeridade e transparência. Também foi promovida uma manifestação com vigília, com a presença de profissionais da Educação representantes de várias partes do Estado.
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