Greve? Todos fazem desde cedo
qui, 19 de junho de 2014 00:00* Professor Carlos Delano Rebouças
Quando se ouve falar em greve, muita gente logo contorce a face, revoltando-se, indignando-se com os possíveis transtornos que poderá passar, mas não costuma olhar para o próprio umbigo e aceitar que também é uma prática sua, antiga, que faz parte dos costumes do povo e da humanidade.
Quando pequeninos, costumamo-nos interagir com parentes e amigos, nos primeiros contatos sociais estabelecidos. Começam a nascer as relações e seus conflitos.
Diante desses conflitos, surgem as mais diferentes reações, pacíficas ou não, mas que refletem em mudanças comportamentais. Tais mudanças são explicitadas muitas vezes pela quebra de vínculos entre pessoas, momentaneamente ou até em absoluto. Outras vezes, adotam-se posturas nada convencionais para o bem estar físico e mental, quando, por exemplo, estabelecem-se greves de fome e de sexo, dentro do seio familiar, entre relações, seja familiar, seja conjugal.
Inúmeras são as manifestações de repúdio que se confirma em greve, na concepção da palavra. Quando em uma escola um professor apresenta-se com atitudes questionadas pelos alunos, logo surge alguém dizendo para tomar uma atitude em grupo, quase sempre, com cara de greve, com o intuito de pressionar quem tem o poder de decisão, na resolução do problema.
Com este pensamento, nós, humanos, animais sociais, que enxergamos na socialização pela comunicação a arma mais eficaz para fortalecer os interesses, buscamos ao longo do tempo, desenvolver interesses comuns, e defendê-los, bem menos com sabedoria, e muito mais pela força e imposição, descaracterizando totalmente direitos individuais e coletivos, passando absolutamente por cima de tudo e de todos. O homem, infelizmente, aprendeu a lutar pelos seus direitos com as armas que sempre acreditou ter poder, mas, esqueceu-se de desenvolver armas mais eficientes, municiadas pela inteligência peculiar no ser humano.
Argumentar da forma como foi feita, por este humilde educador, pode parecer hipocrisia ou até utopia, mas, na verdade, mais parece uma atitude serena de quem se expõe com um desejo imenso de mudanças positivas e salutares para a edificação humana.
O sonho de um mundo melhor sempre vai existir, mesmo que pareça utópico. Absolutamente, devemos lutar sempre pelos nossos direitos, mas que os direitos da humanidade sejam resguardados, diante da garantia do nosso dever de cidadão.
* Colaborador
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