Fieis revivem o sacrifício de Cristo na Sexta-feira da Paixão
sex, 25 de março de 2016 08:35por Stella Vieira
Sábado da Luz encerra o Tríduo Pascal e celebra a ressurreição de Jesus
A Semana Santa teve início dia 20, com a celebração do Domingo de Ramos, e termina no dia 26, com a missa do Sábado da Luz e a Vigília Pascal. Nessa sexta-feira, 25, segundo dia do Tríduo Pascal, os fieis se reúnem em memória ao sacrifício de Jesus Cristo.
De acordo com o padre Hélio Soares, pároco da igreja São José Operário, a Quaresma, que antecede a Semana Santa, é um período de preparação para a Páscoa. “São quarenta dias em que intensificamos nossos exercícios espirituais do jejum, esmola, oração e outras penitências. Quando nos aproximamos da Semana Santa, somos chamados a intensificar ainda mais esses exercícios, ou seja, nos prepararmos de modo imediato para a Páscoa que se avizinha”.
O pároco comenta que a Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, que celebra a entrada de Jesus em Jerusalém. “O convite da igreja para essa semana é seguir os passos de nosso Salvador. Somos chamados a intensificar nossa meditação sobre a paixão de Cristo, que o levou à morte e morte de cruz”.
Hélio Soares afirma que também é um período de aprendizagem. “A oração coleta do Domingo de Ramos diz ‘Deus eterno e todo poderoso, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse um de nós e morresse na Cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento de sua paixão e ressuscitar com Ele em sua glória’, ou seja, podemos dizer que esse tempo ensina o fiel a olhar para Jesus e ser humilde como Ele”.
Após o Domingo de Ramos, na segunda e terça-feira as igrejas realizam as procissões de depósito das imagens de Nossa Senhora das Dores e do Senhor dos Passos, sendo que, na quarta-feira, é celebrada a Procissão do Encontro de Jesus com sua mãe.
Segundo o pároco, a celebração ocorre em três momentos (Tríduo Pascal). “Na quinta-feira pela manhã, todo o clero se reúne com seu bispo e é celebrada a instituição da eucaristia e do sacerdócio ministerial. Nessa celebração são abençoados os óleos dos enfermos, dos catecúmenos e do crisma, que são utilizados para administrar os sacramentos”.
Ainda na quinta-feira, a igreja celebra a missa da ceia do Senhor e a cerimônia de lava-pés. “Celebramos a lembrança da ceia do Senhor e fazemos memória ao lava-pés, relembrando nosso serviço. O ministério, seja ele qual for, não é exercido em vista de um status ou do poder, mas sim em vista de servir a igreja e de promover o Evangelho junto ao povo de Deus”.
Na sexta-feira, durante a manhã, ocorrem as celebrações penitenciais, às 8 e às 10h, na igreja Nossa Senhora Rainha da Paz, e às 9h30 na igreja do Senhor Bom Jesus da Cana Verde. “Uma vez que o fiel realizou sua caminhada quaresmal e meditou sobre sua vida, ele procura a igreja para confessar seus pecados”.
Durante a tarde, é celebrado o sacrifício de Jesus Cristo, às 15h. “Nesse momento não se celebra a missa. A igreja se reúne para fazer memória à paixão de Jesus. O padre se prostra diante do altar e fazemos silêncio, pois é a hora que Jesus morreu. Após as orações, leitura da palavra e narração da Paixão, faz-se a adoração à cruz, no desejo de nos unirmos à paixão de Cristo”.
O Sábado da Luz e a Vigília Pascal celebram a ressureição de Jesus. “Temos a benção do fogo e do sírio pascal, o canto do exulte e as leituras da palavra de Deus, que vão desde o Gênesis ao Novo Testamento. São várias leituras, cantos e salmos para celebrar esse Deus que passa na história da humanidade. A Páscoa significa passagem, e tem a ressureição como ápice, mas Deus veio fecundando e passando por toda a história da humanidade. Quando terminamos a última leitura do Novo Testamento, cantamos o Glória, pois Cristo ressuscitou. Depois proclamamos a epistola e entoamos o aleluia solene. É uma missa festiva, que conclui o Tríduo Pascal”.
O pároco comenta que o Domingo de Páscoa é uma celebração solene de grande importância. “Celebramos a oitava da Páscoa e, durante oito dias, entoamos o Glória”. Hélio Soares acrescenta que a Semana Santa não é apenas um feriado. “Não é um momento para descansar, viajar, ir à praia, ao rancho, mas sim de deixarmos nosso trabalho, estudo e afazeres para celebrar a fé e vivermos uma experiência pascal. É o momento de nos reunirmos em comunidade e celebrarmos a Páscoa de nosso senhor Jesus Cristo”.
O pároco também ressalta a importância da conversão pessoal. “Não é um momento em que apenas fazemos ou deixamos de fazer algo, mas diz respeito a uma mudança de mentalidade. Só entende o motivo de participar e fazer um sacrifício, aquele que tiver uma mentalidade profundamente evangélica, que possa refletir o plano da salvação de Deus em nossa vida. Precisamos, então, escutar a palavra e amadurecer nossa fé, para percebermos Deus agindo em nossa vida”.
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