Em protesto contra a PEC 241 mais escolas são ocupadas em Araguari
sex, 28 de outubro de 2016 05:45Da Redação
Aprovada pela Câmara dos Deputados na madrugada desta quarta-feira, 26, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 que estabelece um limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos, segue para o Senado. Preocupados com os novos rumos da Educação, alunos de inúmeras cidades do Brasil estão ocupando as escolas como forma de protesto contra a proposta da presidência.
Em Araguari, o cenário não é diferente. Com o lema principal “Não é o seu bimestre que está em jogo, são 20 anos”, mais escolas do município aderiram ao movimento.
Conforme apurado pela reportagem, a primeira escola estadual a ser ocupada pelos estudantes foi o Raul Soares no último fim de semana. Na segunda-feira, 24, a adesão chegou na Escola Estadual Professor Antônio Marques; na quarta-feira, 26, o movimento foi aderido pela Escola Estadual Isolina França Soares Torres e na quinta-feira, 27, pelo Polivalente – Escola Estadual Madre Maria Blandina.

Unidades escolares manifestam indignação por meio de cartazes fixados nos muros
Para conferir as atividades realizadas, a reportagem esteve nos colégios na tarde de ontem, 27. Os participantes da ocupação na Escola Estadual Professor Antônio Marques não concederam entrevistas, mas divulgaram o cronograma de atividades, contando com interação entre os alunos do movimento, recreação, assembleia entre os organizadores e roda de estudos sobre a PEC 241 e “Medida Provisória 746” que prevê a não obrigatoriedade do ensino das disciplinas de Filosofia, Sociologia, Artes e Educação Física, no currículo do Ensino Médio brasileiro. As atividades também incluem mutirão de limpeza e debates sobre temas relacionados à manipulação midiática e legitimidade enquanto processo democrático.
As provas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) acontecem nos dias 5 e 6 de novembro. Questionado a respeito de a ocupação prejudicar os estudos para a realização do exame, um dos alunos, que preferiu não se identificar, disse que estão acontecendo ‘aulões’ cujo conteúdo é referente às disciplinas escolares.
A vice-diretora do turno matutino da escola e professora de matemática, Tânia Miranda de Sena Pereira, admite que há perdas nos estudos, mas por outro lado a ocupação tem despertado nos alunos a motivação de reivindicar direitos.
“A ocupação é pacífica e organizada sendo iniciada por meio de votação entre os alunos. O grupo definiu cronograma priorizando atividades físicas e aulas relativas a sociologia e filosofia. Há perdas, mas há ganhos. Eles estão aprendendo a reivindicar sobre aquilo que acreditam, aprendendo a defender os seus direitos, atentos para entender o que está acontecendo a sua volta, o momento do país, da sociedade. É um aprender diferente, fora das quatro paredes da sala de aula, mas não é um tempo perdido”, argumentou.
Sobre a quantidade de pessoas que participam ativamente da manifestação, Tânia diz que o número não é expressivo, mas apesar disso considera a ocupação conduzida de forma admirável. “Não é uma adesão conforme gostaríamos, mas os alunos estão de parabéns, pois estão aprendendo a se organizar. A adesão é pequena porque nós estamos acomodados a deixar os outros lutarem por nós. Aos poucos eles vão conquistar a credibilidade que merecem”, argumentou.
Um dos líderes do movimento na escola Isolina, que optou por não se identificar, afirma que o estudo é algo primordial na vida das pessoas, mas o momento é de reflexão sobre a PEC, que segundo ele poderá diminuir as chances de se conquistar uma vaga no ensino superior da rede pública. “Claro que o estudo é algo muito importante, o qual nunca poderá ser tirado de nós. Porém, nem sabemos se haverá vagas nas faculdades federais por conta desta PEC 241”, opinou.
A PEC
A proposta prevê que, nos próximos 20 anos, os gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior.
A partir do décimo ano, porém, o presidente da República poderá propor ao Congresso uma nova base de cálculo.
Em caso de descumprimento, a PEC estabelece uma série de vedações, como a proibição de realizar concursos públicos ou conceder aumento para qualquer membro ou servidor do órgão.
Inicialmente, os investimentos em saúde e educação deveriam obedecer o limite estabelecido pela PEC, mas, diante da repercussão negativa e da pressão de parlamentares da base aliada, o Palácio do Planalto decidiu que essas duas áreas só serão incluídas no teto a partir de 2018.
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Eles estão querendo arrumar um jeito de acabar com o emprego dos professores, com o direito dos alunos em ter noções de Filosofia Sociologia Artes, com o lazer da Educação física, que os alunos tanto gostam. Vai dar prejuízo até para as faculdades. Ele quer ter responsabilidade apenas com as disciplinas obrigatórias. Eu acho que o governo deveria fazer economia era com eles que ganham horrores, legislativo, executivo, judiciário. Para o governo é ótimo, que economia, é a volta aos tempos antigos.
Nós sabemos que está por trás disso, usando essa minoria como peça de manobra política. Se ligam Estudiantes invasores, se vcs não querem estudar, desocupem as escolas pra querem e precisam. A escola não são lugares pra isso, a não ser que vcs que ocuparam não tenham interesse no ENEM e em seus futuros. Onde estão os pais desses estudantes que estão atrapalhando a vida da maioria de outros estudantes que não concordam com essa invasão. Tenha uma frase de um socialista (que agora me foge à memória) que ensina os seus “companheiros” como agir para propagar sua ideologia: ” não invadam quartéis, invadam escolas”. Professores que defendem os partidos socialistas, deveriam ganhar o que ganham os professores Cubanos, R$ 50,00 por mês. Deixem as crianças fora de suas ideologias. ESCOLA SEM PARTIDO JÁ. Aposto que os filhos desses professores estão em escolas particulares. Pensem nisso. Vão pra rua protestar, deixem as escolas pra quem querem realmente estudarem e principalmente, procurem saber mais sobre a Proposta de Emenda Constitucional, repetitivo, não sejam peça de manobra de professores identificados com política.
Engraçado /\ /\ /\ /\
Não sabe de nada!