Coluna: Cantinho do Mário (19/06)
sáb, 19 de junho de 2021 09:16
ALMA VAZIA
A criança brincava com seu balão quando ele fugiu de seu controle, foi levado pelo vento, chocou-se contra os espinhos de uma árvore e caiu como sem vida. Ela chorou. O ser humano aqui neste mundo, como o balão, carece de incentivo para continuar vivendo, crescendo e evoluindo, os espinhos são as dificuldades, os contratempos são as provas que todos nós temos que passar. Precisamos de pontos de referência que nos norteiem e deem sentido à estrada da vida, que pode ser longa para uns e muito curta para outros. Imaginem se não existissem o calendário, o relógio, como nos orientaríamos? Quando uma pessoa é ferida em seu orgulho as sequelas podem ser profundas. O desgosto, a falta de vontade de viver, o desânimo, podem tomar dimensões impensáveis. É muito comum ouvir a expressão, ”viver por viver”, de seres humanos que geralmente estão cansadas da vida, que não conseguem ver a luz no fim do túnel. Tornam-se vazios, é como se fossem as únicas pessoas sobre a face da Terra. Seus sentimentos se obliteram, nada as conforta, muitos vão para as ruas, viram andarilhos, outros entram em depressão, as sequelas são diversas, e dependendo da evolução espiritual, a criatura pode não encontrar elementos que se destaquem dentre os outros e se sentir perdida. Alguns se desesperam ao ponto de tentar o suicídio. As vicissitudes promanam de várias fontes, mas muitas são consequência natural do caráter e do proceder, as pessoas caem por sua própria culpa, imprevidência, orgulho e ambição. Quantos se arruínam por não terem sabido limitar seus desejos, quantas dissensões funestas, disputas que se teriam evitado com um pouco de moderação, quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todos os gêneros? Casamentos por interesse ou vaidade em que o coração não tomou parte. Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles. Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida foi desperdiçada; quando as forças já estão gastas e o mal sem remédio. Então nos colocamos a dizer: Se no começo dos meus dias eu soubesse o que sei hoje. No entanto, já não há mais tempo! Perdi minha vida! Contudo, como o sol sempre levanta novamente, as oportunidades de acertos se sucedem. Não podemos desanimar. Quando Jesus disse: “Meu Pai trabalha de todo o sempre e Eu também”, queria também nos dizer que cabeça vazia é oficina do diabo, como diz a sabedoria popular. Os maiores males da humanidade nascem de cabeças ociosas e gananciosas, que não tem tempo para fazer o bem e se comprazem no mal. Quando você se sentir fora do espaço e da realidade, Quando suas referências se forem, peça socorro a Deus, não deixe sua alma morrer.
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