Caso Eletro Prêmios: acusados são absolvidos pelo Tribunal de Justiça
sáb, 5 de dezembro de 2015 08:51Da Redação
Loja foi fechada em 2008 no município e a Justiça condenou sete réus
Sete pessoas denunciadas pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por estelionato e formação de quadrilha, foram absolvidas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, conforme decisão da 5ª Câmara Criminal, tendo como relator o desembargador Alexandre Victor de Carvalho, acompanhado em seu voto pelos colegas Pedro Coelho Vergara e Adilson Lamounier.

Investigações levaram ao fechamento da loja, há sete anos
Os acusados eram integrantes da loja Eletro Prêmios, fechada na década passada pela Polícia Civil em Araguari e foram condenados na 1ª Vara Criminal da Comarca. Cada um pegou cinco anos de reclusão, no regime inicial semiaberto.
O MP colocou que os denunciados constituíram a empresa Eletro Prêmios, visando a venda de consórcios, sob a nomenclatura “venda premiada”, sem autorização do Banco Central do Brasil. Todo mês, eram sorteados eletrodomésticos e motocicletas sendo certo que, “nessa ocasião, os consumidores contemplados com o sorteio retiravam-se do grupo, com o consórcio completamente quitado”.
Para a acusação, com essa atividade empresarial, os denunciados aplicavam nos consumidores/vítimas um ardiloso golpe, vulgarmente conhecido como “pirâmide”, fazendo-os incidir em erro, consistente em venda de consórcio com possibilidade de êxito em sorteio mensal, com quitação automática do mesmo, assim que sorteados.
Ainda segundo o Ministério Público, o sistema ruiu, pois a sua sustentação financeira não resistiu quando no ano de 2008, os consorciados não contemplados através de sorteio, chegaram ao final de suas parcelas contratadas, e por direito, tinham oportunidade de retirada de seu bem contratado, ocasião em que, os denunciados, não dispunham dos bens para repassar às vítimas.
“Com o golpe aplicado, calcula-se que obtiveram vantagem financeira aproximada de sete milhões de reais, deixando um prejuízo aproximado de doze milhões de reais às vítimas”, trouxe a denúncia.
Contudo, no entendimento do desembargador Alexandre Victor de Carvalho, a absolvição é medida que se impõe em face da ausência de elemento constitutivo do estelionato, em sua modalidade básica, e até mesmo em relação ao crime de quadrilha ou bando, vez que não há elementos probatórios bastantes à comprovação da eventual associação criminosa mantida pelos agentes.
Para ele, “não houve ardil ou qualquer outro meio fraudulento tendo em vista a indubitável ciência das vítimas (que, diga-se, sequer foram identificadas na denúncia), de tratar-se de operação economicamente perigosa, sem qualquer garantia sendo certo que, mesmo assim, assumiram o risco e ao ‘negócio’ aderiram”.
Colocou também o relator que, em Juízo, nenhuma suposta vítima foi ouvida, mas tão somente quatro policiais civis que participaram das investigações que culminaram com a denúncia oferecida em desfavor dos investigados. Três deles afirmaram que não se lembravam sequer de ter entrevistado qualquer vítima dos acusados e dois, inclusive, afirmaram que participaram como consorciados e foram contemplados, não tendo nenhum prejuízo.
3 Comentários
Deixe seu comentário:
Últimas Notícias
- MG deixou de arrecadar R$ 128 bilhões sáb, 28 de março de 2026
- Parceria entre UFU e Polo UAB fortalece educação superior em Araguari sáb, 28 de março de 2026
- Alex Peixoto apresenta série de requerimentos com foco em melhorias urbanas, saúde e esporte sáb, 28 de março de 2026
- Roda de conversa alerta estudantes sobre os riscos do uso de drogas sáb, 28 de março de 2026
- Sete times, quatro vagas — quem vai para as semifinais? sáb, 28 de março de 2026
- CANTINHO DO MÁRIO – 28 DE MARÇO sáb, 28 de março de 2026
- Cuidar do sorriso: Araguari realiza nova edição da Campanha Sorriso de Estrela sáb, 28 de março de 2026
- Excelência no ensino: prefeitura de Tupaciguara recebe reconhecimento nacional em Brasília sáb, 28 de março de 2026
- Araguari: arma de fogo e munições são localizadas após denúncia anônima levada à Polícia Militar sáb, 28 de março de 2026
- Campeonato Integração do Pica-Pau sáb, 28 de março de 2026
> > Veja mais notícias...
Os mesmos foram absolvidos, que com toda certeza foi uma questão de justiça pois até então não havia prejuízo para ninguém, mas após a denuncia a loja fechou, não comprovou a culpa, agora sim há pessoas com prejuízo, alguém será responsabilizado por isto, ou mais ma vez é o povo que pagará ou já pagou a conta?
é mais uma vez quem paga o pato e o povo…lembro me de ver muitas pessoas no mp entrando contra a e. p….8 anos se passam e tudo acaba em pizza….que a e.p . era inocente todos sabiam……o meu e o dinheiro de muitos foram pro leleu…..é uma vergonha isso acontecer em araguari e ninguem tomar as dores dos menos favorecidos e prejudicados……assim caminha a humanidade mais uma pizza…….
Hoje que eu vi esse artigo,eu fui uma das vítimas tomei um prejuízo de quase 1500 reais , equivale a quatro salários mínimo na época ,bem provável que os vagabundos estão ricos hoje as custas de pessoas inocentes, más a lei do retorno ela pode até demorar más um dia ela vem!!!!