Araguarinos compartilham emoção de conduzir símbolo dos Jogos Olímpicos
ter, 10 de maio de 2016 08:14por Stella Vieira
Condutores puderam adquirir a tocha utilizada no revezamento
O revezamento da Tocha Olímpica contou com a participação de 15 araguarinos, que percorreram cerca de 200 metros cada. Os participantes foram selecionados por patrocinadores, pelo comitê organizador dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e por indicação da prefeitura.
Durante o sábado, o símbolo passou pelas cidades de Pires do Rio, Ipameri e Goiandira, entrando em Minas Gerais pela cidade de Araguari. O percurso teve início na avenida Vereador Geraldo Theodoro da Silva, seguindo pela rua Padre Anchieta, travessa Fernão Dias, praça Getúlio Vargas, rua Marciano Santos, rua Rui Barbosa, praça Manoel Bonito, rua Brasil Accioly, rua Coronel José Ferreira Alves e terminou na praça da Constituição, onde ocorreu o encerramento.

Jornalista Renato Peters conduz Tocha Olímpica em sua cidade natal
O revezamento teve início com o acendimento da Tocha Olímpica, que foi realizado pelos alunos Joadsson Silva Pastor (7º ano), Diego Martins de Paiva (8º ano) e Aline Marcella Fernandes (9º ano), da Escola Estadual Artur Bernardes, do distrito de Amanhece. A escola foi escolhida pelo Ministério de Educação e Cultura devido ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
A diretora da escola, Maria Aparecida Guedes, participou do momento junto com os estudantes e entregou o fogo à primeira condutora do revezamento. “Foi um momento ímpar. Nunca me passou pela cabeça que faria parte de um evento tão importante”. O aluno Diego Martins Paiva afirmou estar bastante feliz por ter participado do evento. “Foi uma alegria muito grande, pois é um momento que vai ficar para a história”.
O araguarino Renato Peters, jornalista da TV Globo, foi escolhido como um dos condutores da Tocha Olímpica no município. O repórter trabalha na área esportiva há mais de 15 anos e está realizando a cobertura do evento no comboio da Tocha Olímpica. “Jamais fiz um trabalho como esse. Estar no comboio e cobrir a passagem em todas as cidades, vivenciando as olimpíadas e trabalhando nos jogos olímpicos desde o início, é muito emocionante. Os municípios estão bastante engajados com a passagem do símbolo”.
O repórter agradece o carinho de toda a população araguarina. “Poder conduzir a Tocha Olímpica em sua própria cidade é uma honra. Não consigo descrever a sensação. As pessoas que sempre acompanharam meu trabalho estiveram presentes. Foi muito emocionante. É um evento que dificilmente acontecerá de novo no Brasil, então, é uma grande felicidade poder presenciar esse momento e contá-lo para as próximas gerações”.
Dentre os condutores, também esteve presente o estudante de Ciências Biológicas, Phelipe Peres, 21 anos. “Participei da promoção ‘Quem se atreve’, onde deveríamos contar uma história de uma ideia ou ação que realizamos para mudar a nossa cidade. Contei a história de uma campanha para doação de sangue em Araguari. Nunca imaginei que seria selecionado, então, foi uma emoção muito grande”.
O estudante do curso de Arquitetura, Guilherme Rodrigo Franco, 21 anos, foi indicado e sorteado a participar do revezamento. “Poder conduzir a Tocha Olímpica foi uma sensação inexplicável. Foi um momento único e ainda pude ficar com o símbolo, que será uma recordação para toda a vida”.
Pedro Rodrigues Naves, 62 anos, diretor do Sindicato de Produtores Rurais e vice-presidente do Clube de Cavalgada Tropeiros do Cerrado de Araguari, foi o último condutor da Tocha Olímpica no município e entregou o símbolo a cavalo. “Fui convidado pelo prefeito Raul Belém (PP) a participar representando os produtores rurais e o clube de cavalgada. Quando cheguei ao Palácio dos Ferroviários e vi a quantidade de pessoas que aguardavam a Tocha Olímpica, o sentimento foi inexplicável”.
A advogada Eurides Guimarães Henriques (Lidia), 63 anos, e seu esposo, o advogado Lauro Wilson Henriques, 72 anos, também participaram do evento como condutores. Eurides pratica natação e corrida e foi vencedora de diversas competições regionais, brasileiras, sul-americanas e até mesmo no Chile. Lauro Wilson sofreu um acidente em 2009 e, mesmo com a possibilidade de não conseguir mais realizar atividades esportivas, superou suas dificuldades e hoje pratica diversos esportes. Os demais condutores da Tocha Olímpica em Araguari foram: Mariana Pereira Machado, Celso Gonçalves Filho, Wesley Bessa, Lilian Couto, Lucas Costa, Lucas Machado, Lorena Oliveira, Rodrigo Pereira e Edvair de Oliveira.
Paulo Leonardo Cascão Junior, 32 anos, professor de Educação Física, não conduziu o símbolo no município, porém, foi o primeiro araguarino a conduzir a Tocha Olímpica no sábado, na cidade de Ipameri. “Participei de uma campanha em que devíamos contar nossa história, e contei que desde 2010, trabalho como voluntário na Associação de Pais e Amigos dos Estudantes Desportistas (Apaed). Trabalhamos com basquete feminino em comunidades carentes de Araguari e muitas vezes vimos crianças que não tinham nenhuma perspectiva de vida. Nós, como professores, muitas vezes tínhamos que fazer um trabalho de psicólogos, pais e mães, para tentar mudar a vida dessas crianças. Graças a Deus, conseguimos fazer essas mudanças e hoje temos meninas formadas, atletas que foram convocadas para a seleção mineira e outras que jogam profissionalmente”.
O condutor foi selecionado por um dos patrocinadores e pôde ficar com a tocha utilizada no revezamento. “O símbolo foi feito para os condutores e, a princípio, tínhamos a opção de comprá-lo por R$ 1.980, pois é um material testado em túnel de vento e em situações de chuva, porém, os patrocinadores decidiram doar a tocha aos seus condutores. Para mim, que trabalho na área de esportes, é um símbolo marcante que serve de motivação para os futuros atletas”.
A Tocha Olímpica será conduzida por 12 mil condutores, em 327 cidades das cinco regiões do país. O revezamento terá duração de 95 dias, passando por todos os estados do país, culminando com o acendimento da pira no estádio do Maracanã, no dia 5 de agosto. A Tocha Olímpica percorrerá 20.000 quilômetros por estradas e ruas do país e mais 10.000 milhas aéreas sem que o fogo se apague.
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Parabéns por tudo, baita show de competência… não há o que reclamar… a não ser…..
Nada contra a pessoa do Sr. Pedro, ultimo que conduziu a tocha, se….., o mesmo tivesse ido a pé…
usar um animal pra fazer seu esforço foi em minha opinião na contra mão do espírito olímpico, achei um absurdo aquilo, o que que aquele pobre bicho tava fazendo ali… ficou meio cena de zorro, há ainda o imenso risco que poderia ter virado uma m#@% com o animal assustando.
Na minha opinião, tinham muitos, mas muitos fatores para dar errado… e se desse… imagina…. estaríamos projetados em rede nacional…. por causa do……. zorro…
Pensem melhor na próxima, e colocar o Pedrão correndo ate o ajudaria….em vários sentidos….até no olímpico…
Concordo com você Joao Carlos, realmente a parte do cavalo nada a ver ……deveria ter sido proibido.