Munições utilizadas em um dos crimes foram
furtadas na residência de uma empresária
Da Redação
Nas últimas cinco semanas, três pessoas foram assassinadas a tiros em Araguari, vitimando Nelson Ferreira, de 50 anos, Renato Batista de Oliveira (Tridente), de 31, e Ademilson José de Oliveira (Gordo), de 49. Além disso, foi encontrado o corpo da jovem Juliane de Fátima Martins Luiz, de apenas 26 anos, que estava desaparecida há três dias.
Os casos são presididos pelo delegado Fernando Storti, da 51ª DRPC. Entrevistado pela Gazeta do Triangulo, ele prestou alguns esclarecimentos e disse que pretende concluir os inquéritos em breve, apesar das dificuldades encontradas.
<< Crime em acampamento cigano: vítimas e suspeitos sumiram
Sobre o tiroteio ocorrido no dia 27 de agosto, em um acampamento cigano, entre o Bairro Goiás e o Conjunto Allan Kardec, Storti contou que suspeitos e sobreviventes sumiram do município, prejudicando o andamento dos trabalhos de investigação.
Conforme relato de testemunhas, houve um desentendimento entre os ciganos, e Nelson Ferreira foi assassinado com três tiros. Paulo Ferreira, Maria Cândida Ferreira e Vardeon Ferreira também foram baleados, mas sem gravidade. O tiroteio teria sido provocado por Wander Alves Fagundes, João Fagundes e Darli Alves dos Reis.
“As nossas equipes investigam acampamentos da região visando localizar as vítimas e os suspeitos para o prosseguimento do inquérito, pois desde a época do crime, os ciganos saíram do local onde estavam estabelecidos”, informou o delegado.
Sobre as mortes de Renato Tridente e Ademilson Gordo, o policial salientou que nos dois casos houve a premeditação dos crimes, uma vez que as vítimas eram envolvidas com o tráfico de drogas e ambas foram abordadas de forma repentina, sem que houvesse qualquer discussão antes dos disparos.
Destacou ainda que os projéteis que atingiram Tridente são os mesmos furtados em uma residência na cidade, ocasião em que foram subtraídos, além das munições, dinheiro, jóias e armas de fogo. “Isto nos leva a crer que o revólver utilizado também foi o mesmo e que a solução do assassinato pode influenciar diretamente para a elucidação do crime de furto e vice versa”.
Storti revelou que, após depoimentos de testemunhas oculares, foi possível apurar que apenas uma pessoa se encontrava na motocicleta que abordou Ademilson Gordo, em um semáforo na Avenida Coronel Belchior de Godoy. “A identificação do autor ainda não foi possível porque usava capacete, mas existem alguns suspeitos”.
Para concluir, o delegado falou sobre o encontro do corpo de Juliane Luiz, em um cafezal às margens da MG-414 (estrada de acesso ao Distrito de Amanhece), e acredita que houve no mínimo ocultação de cadáver. “Dada a situação em que a vítima foi encontrada, todavia pode ter ocorrido morte natural, até mesmo por intoxicação por drogas, mas ainda não descartamos a ocorrência de um homicídio. Encaminhamos vísceras, sangue e urina para exames mais aprofundados em Belo Horizonte”.