Da Redação
Nos últimos dias, a redação da Gazeta do Triângulo tem recebido inúmeras reclamações vindas de moradores do Residencial Madri a respeito de um fato que tem causado transtornos: não existe no local nenhuma área adequada para lazer, voltado para as crianças das imediações brincarem em segurança.
Apesar de existir o local, os trâmites burocráticos não foram cumpridos
O bairro não possui praças e nem quadra poliesportiva. Por falta de opção, a garotada acaba por utilizar as vias públicas como campo de futebol improvisado e espaço para outras brincadeiras, correndo o risco de atropelamentos.
Insatisfeito, Luis Carlos Arantes, residente na rua Dois, afirma que, antes de uma necessidade, a reivindicação é um direito. “Estamos sendo tomados pelo descaso. O bairro possui infra-estrutura, mas infelizmente ele não é grande. No entanto, as crianças estão sem um local adequado para recreação e as ruas de hoje não são mais como antigamente, tempo em que não existiam tantos carros. Muitas vezes os pais precisam trabalhar sabendo que qualquer hora pode haver uma notícia de que seu filho foi atropelado. E não é só a questão do trânsito: como consta no Estatuto da Criança e do Adolescente, o lazer é um direito. Estamos lutando contra a criminalidade, o crack, e eu vejo que um local para a prática de esporte num bairro é uma coisa muito importante, pois os jovens podem se distrair e esquecer dessas mazelas por um momento,” justificou.
O morador fez ainda outras ressalvas a respeito da situação. “Há 18 anos, no projeto que me foi mostrado, haveria uma área de lazer aqui. Até hoje este espaço ainda não foi apresentado para os moradores. Outras pessoas que residem aqui também se sentem prejudicadas e indagam se vai haver área de lazer, pois muitos nem possuem filhos, mas se preocupam pelos demais. Existe uma quadra abandonada, mas num espaço particular. Para nós isso é um absurdo,” afirma.
Em resposta aos questionamentos, o secretário de Serviços Urbanos Miguel Domingos de Oliveira, achou a reivindicação dos moradores muito justa, mas explicou o que precisa ser feito para que ela se torne realidade. “Antes de tudo, para se fazer uma obra como essa é preciso ter autorizações, espaço, orçamento. A primeira providência que os moradores do Residencial Madri devem tomar é confeccionar um abaixo-assinado e despachá-lo para a secretaria de Esporte. Isso deveria ter sido previsto no projeto,” complementou o secretário.